Publicado por Rayra Zunino

Muitas vezes quando não queremos ou não sabemos como lidar com as coisas, acabamos usando os famosos três pontinhos. Talvez porque eles sempre queiram dizer tanta coisa. Três pontinhos carregam uma infinidade de porquês. E hoje, acordei com esses porquês batendo a porta. Tem dias que não entendemos o motivo, mas acordamos pra baixo, tristes, desanimados. Parece que algo nos falta. Eu nunca fui do tipo de pessoa convencional. Nunca gravei o numero do celular do namorado. Nunca soube explicar as coisas direito. Contar uma história é a coisa mais difícil do universo. Preciso voltar mil vezes aos detalhes porque sempre esqueço. Nunca fui muito saudável e sempre lidei bem com isso. Eu não sei o que achava do amor, antes dele vir. Agora, acho um milhão de coisas. Acho que amar é mudar os detalhes. O amor nos torna um pouco idiotas e talvez menos exigentes. Talvez eu não grave nunca o seu numero do telefone. Mas pra mim, o detalhe de levantar domingo, fazer café pra gente, deixar a toalha pronta pro banho, escrever um bilhete fofo mesmo sabendo que ele será deixado pra trás na próxima briga, é o que vale do amor. Nunca foi do tipo que deu valor pra essas pequenas coisas. Mas acho que tem dias que a gente acorda e só precisa se sentir amado. Talvez hoje seja um desses dias. A gente não se sente amado nas grandes coisas. O amor se prova dia à dia. Lado à lado. Quando o outro fica doente e precisa de cuidado. Quando se oferece pra ajudar a lavar a louça porque sabe que o outro teve um dia puxado. As vezes um se cuida, vai devagar, olha a chuva na estrada, chegou bem?, como foi seu dia?, escuta essa música aqui, lembrei da gente. Tem mil coisas, mil sinais, que nos dizem eu amo você sem dizer muita coisa. O amor esta nas entre linhas, nos detalhes, onde pouca gente costuma olhar. Sortudos os que enxergam as pequenas coisas e sabem o valor que elas tem.

Publicado por: Rayra Zunino