Coelho perseguia suspeitos que haviam assaltado uma lotérica. Bastos estava em uma viatura estacionada. Jackson seguia para reforçar a segurança no presídio que enfrentava rebelião. Marcelo rumava para um assalto a um posto de combustíveis.

Os quatro eram policiais militares. Além da farda, tiveram em comum o trágico fim na carreira: morreram quando trabalhavam, no combate à ação de criminosos.

Eles fazem parte de uma lista de 21 PMs que serão homenageados pelo comando-geral da corporação, na manhã desta quarta-feira, a partir das 10h, em Florianópolis.

Nem todos foram assassinados. Alguns morreram por outras circunstâncias como acidentes de trânsito.

A solenidade faz parte dos eventos do aniversário de 178 anos da PM catarinense. Familiares foram convidados para participar do ato, que terá a presença do secretário de Segurança Pública, César Augusto Grubba, do comandante-geral da PM, coronel Nazareno Marcineiro, além de outras autoridades e convidados.

Na homenagem, os cadetes da PM conduzem uma coroa de flores até o obelisco comemorativo ao centenário da PM, formando sua guarda. Três salvas de tiros são feitas. Então, será lida uma mensagem e a nominata dos policiais mortos.

O policial que será referendado em nome dos outros 20 colegas é o cabo Girlei Lopes, 44 anos, de Massaranduba. Ele morreu por complicações cardíacas em 2 de agosto de 2012, depois de passar mal durante testes de aptidão física para ingresso no curso de sargento.

Entre as histórias de mortos em combate há pelo menos quatro que causaram comoção. O cabo Paulo Roberto Coelho foi morto a tiros em setembro de 2010, no bairro Areias, em São José, quando perseguia suspeitos em uma motocicleta que haviam assaltado uma lotérica.

Em 2008, o soldado Marcelo Kreusch levou um tiro ao perseguir um dos assaltantes de um posto de combustíveis em Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis. A bala fatal o atingiu abaixo do colete.

Em Joinville, no Norte, uma das histórias mais chocantes. O soldado Jackson dos Santos, pai de cinco filhos, morreu a caminho do Presídio onde presos haviam se rebelado. Estava na viatura do Grupo de Respostas Táticas (GRT) atingida por um trem no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a ferrovia.

Também figura na lista o soldado Everton Rodrigues de Bastos, 23 anos, assassinado em Tijucas.

Conforme o DC apurou na série de reportagens A Máfia das Cadeias, publicada em abril deste ano, Bastos sofreu um atentado a mando da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

Ele foi confundido com outro PM que era o alvo dos criminosos em razão da atuação contra o tráfico de drogas e seria o primeiro agente da segurança morto a mando da facção.

Fonte: Diário Catarinense